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Professor de capoeira de Patos de Minas recebe Prêmio Berimbau de Ouro 

Trabalho ultrapassou os limites do interior de Minas Gerais e foi reconhecido nacionalmente 

Por: Redação PatosJá

Fonte: NTV - Lorena Teixeira

Publicado em: 15:52 09-03-2026

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Trabalho ultrapassou os limites do interior de Minas Gerais e foi reconhecido nacionalmente 

Ivani Aguinaldo de Almeida, conhecido como Professor Arara, em Patos de Minas, recebeu o prêmio Berimbau de Ouro 2025, uma das homenagens mais importantes da capoeira no Brasil, tradicional premiação que contribui para a preservação da cultura afro-brasileira. 

O Professor Arara é um orgulho para a cultura e para o esporte patense. Foram mais de 30 anos dedicados à capoeira no município. Uma história construída com disciplina, cultura e paixão, que começou em 1995, sendo reconhecida e honrada após mais de três décadas. 

“Comecei com o professor Adilson há mais de 30 anos. Eu fazia dança de rua e, na mesma academia, ele dava aulas de capoeira. Aí foi quando eu comecei a frequentar as aulas e, até então, não parei mais”, contou o capoeirista. 

Reconhecimento

Todo o trabalho ultrapassou os limites do interior de Minas Gerais e ganhou reconhecimento nacional. Em fevereiro deste ano, o Professor Arara recebeu o Prêmio Berimbau de Ouro 2025, uma homenagem concedida a mestres, professores e pesquisadores do Brasil. 

“O capoeirista manda o seu currículo, a sua trajetória, o seu portfólio e tem a junta de mestres em Salvador, na Bahia, que vai escolher. Desta vez foram 60 premiados, eu fui o 13°. É até interessante porque esta é a 13ª edição e eu fui o 13° escolhido”, destacou.  

O prêmio representa mais do que uma conquista individual: é o reconhecimento de uma trajetória dedicada à cultura, ao esporte e à formação de praticantes da expressão cultural afro-brasileira que mistura não só arte marcial, mas dança, jogo e ancestralidade. 

“A capoeira foi criada como forma de resistência. Hoje, a socialização, principalmente dos jovens, é muito importante. Na capoeira não existe cor, não existe credo. Na roda, todos são iguais e se sentem bem”, afirmou o Professor Arara.
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